Artigos Drogas causam 2,9 afastamentos por dia

Artigos Drogas causam 2,9 afastamentos por dia

O Melhor de Valinhos Álcool e entorpecente químico foram a causa de 1.076 internações para tratamento médico em dez cidades.

O uso de álcool afastou do trabalho 1.076 pessoas para tratamento médico durante o ano de 2012 em dez cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas). Os dados são do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os números revelam que, por dia, há uma média de 2,9 afastamentos por este motivo. Foram analisados dados de Americana, Campinas, Indaiatuba, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos, Cosmópolis, Hortolândia e Nova Odessa.

O consumo de álcool foi responsável por 264 afastamentos, sendo que o mês de junho de 2012 a Previdência concedeu 31 auxílios-doença por essa razão. No Brasil, de acordo com estimativa da Abead (Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas), 10% da população (cerca de 19 milhões) é dependente de álcool.

Já as “outras drogas” a que se referem os dados afastaram 812 trabalhadores no período especificado. Nesse quesito, a RMC vai na contramão da estatística brasileira.

Ou seja, o álcool lidera no País o ranking de afastamento, com 81% das licenças concedidas pela Previdência Social. Na região, drogas como maconha, cocaína e crack foram responsável por 75,4% dos afastamentos. Para a psiquiatra Carla Bicca, diretora da Abead, há duas décadas o álcool predominava os motivos de afastamento do trabalho, mas a realidade mudou com o fácil acesso às drogas. “O crack passou a ser um dos responsáveis pelo afastamento do trabalhador.

Antigamente, a realidade era outra, e tínhamos menos estudos sobre o assunto”, analisa Carla, especialista em dependência química. “Com o acesso à informação, hoje as empresas entendem que mais vale tratar o empregado do que contratar e treinar um novo funcionário. Porém, as empresas ainda estão tendo que se adaptar ao tema, devido ao crescente número de usuários em todas as camadas da sociedade”, comentou.

Ela acredita que quando o trabalho de conscientização é bem feito dentro das organizações, os resultados são realmente efetivos. Segundo o economista Antonio Vicente Golfeto, o crescimento do problema com as drogas é uma realidade que é sentida diretamente no bolso da empresa. “Muita gente usa drogas e álcool frequentemente, têm o desempenho prejudicado, mas não se afasta”, comentou. Para ele, essa nova realidade faz com que os empresários precisem ficar ainda mais atentos para evitar prejuízos. Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)